Por doce eu já fiz as maiores insanidades, coisas que só um maluco por essas delÃcias como eu poderia compreender. A maior delas foi no inÃcio do ano passado, quando em meio ao trânsito caótico de São Paulo, em pleno verão chuvoso e possibilidade de enchentes, eu atravessei a cidade só para comer um doce de uma casa mineira em um bairro muito distante. Saà do trabalho à s 17:30h, já com o céu escuro, mas firme e decidida a buscar meu ‘tesouro’. No meio do caminho não deu outra: desabou uma tempestade. Os vidros embaçados, eu já não enxergava nada, a água subindo e eu nem me abalei. Foram aproximadamente 50 minutos neste sufoco até o meu destino, mas tudo valeu a pena, naquele dia o sabor era inexplicavelmente maravilhoso, surpreendentemente fantástico! Mas não pensem que minha aventura acaba por aÃ. Fiquei ilhada na doceria por mais de 3 horas, sem a menor possibilidade de locomoção. Aborrecimento? Chateação? De maneira nenhuma. Sentei-me confortavelmente e, esperando o temporal passar, saboreei mais 3 daquele doce dos deuses, até que pude pegar meu caminho de volta, feliz e satisfeita, por aquela chuva de sabor, que me lavou de alegria, me inundou de satisfação e não deixou o tempo fechar por causa das gotas maravilhosas do gostinho do meu doce predileto.

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